Todas as vezes que uma pessoa de grande relevância, ou pela qual temos uma grande estima, parte dessa pra melhor é comum surgirem comentários como o título acima:
Foi uma grande “perca”. Ou então, foi uma “perca” irreparável!
E quando alguém sofre um acidente no qual o veículo sai todo arrebentado, a frase que mais se escuta de quem entende do assunto é: deu “perca total”!
E não podemos esquecer também do nutricionista palestrando sobre a “perca” de peso.
Nessas horas, se misturam a dor pela partida por quem se foi, pelo carro avariado, pelos quilinhos a mais e a tristeza de ver a língua portuguesa enferma, acamada, quase batendo as botas também.
Enquanto isso a perda, que seria o termo correto a ser usado nessas horas, está sozinha, desolada, ninguém liga pra ela. Raramente é utilizada. Tão necessária, coitada, e tão injustamente rejeitada!

E como fazer pra tirar a perda desse estado? Daqui a pouco a coitada tá depressiva. Como utilizá-la?
É só lembrar que, assim como ganho, azar, sorte, felicidade, a perda é uma situação, um estado.
Por exemplo: Foi uma perda grande, foi um azar enorme, foi uma sorte e tanta…e por aí vai.
Se você ganhou foi um ganho. Se você perdeu foi uma perda, entendeu? Até porque nesse caso você não percou. Você perdeu mesmo.
E a infusada da perca? Sempre usada de maneira errada e causando sérios efeitos colaterais à língua portuguesa, como usá-la?
Basta lembrar que perca não é uma situação como a perda. É uma ação. Quer um exemplo?
Não perca o filme. Ou seja, não cometa a ação de deixar de assistir ao filme.
Não quero que ela perca o sorriso nos lábios. Ou seja, não quero que ela comenta a ação de ficar com a cara triste.

Sacou? Perda é a situação ou estado relacionado a uma pessoa ou um objeto.
Já a Perca é o fazimento de alguma coisa.
Eu espero sinceramente que a leitura desse texto não tenha sido perda de tempo pra você e que você não perca os outros que postarei aqui toda semana.
























































Gostei Jan!!! Perca sim; aliás ganhe tempo escrevendo coisa relevante como essa… Daí, talvez não percamos tempo com coisas ruins sugeridas pela mídia pobre e sensacionalista e de perda em perda, percebidas, também poderemos nos sentir nós mesmos; “autênticos”.
Parabéns Jan!!!