A música popular brasileira se despediu de um de seus nomes mais autênticos. Morreu aos 93 anos, em Brumado, Osvaldo Feitosa Bezerra, consagrado pelo público como o “Rei do Brega”. Sua trajetória marcou gerações e ajudou a consolidar um dos gêneros mais populares do país.
Entre os anos de 1950 e 1962, Bezerra integrou a Marinha no Rio de Janeiro, período em que teve contato com grandes figuras da música, como Ary Barroso e Ângela Maria. Após deixar a vida militar e enfrentar a perda da esposa, encontrou em Belém do Pará um novo começo, transformando a dor em inspiração artística. Foi lá que construiu sua fama nacional e firmou o título de “Rei do Brega”, emplacando canções como “Cachaça Amiga”, “Cidadão no Brega” e “Coração Indeciso”.

Defensor do chamado “brega raiz”, o cantor via o gênero como uma manifestação sincera de amor, saudade e romantismo. Ele costumava criticar estilos mais recentes, como o arrocha, por considerá-los distantes da essência original. Para Osvaldo, a música deveria ser sentida de perto, dançada “coladinho”, funcionando como alívio para corações partidos.
O artista também viveu em Itamaraju e em Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, onde conquistou o carinho do público pela simplicidade e presença constante em festas e eventos da região. Além de cantor e compositor, atuou como mentor de novos talentos, como Aldo Sena e Chimbinha, deixando um legado sólido na história da música popular brasileira.























































