A tarde deste domingo, 14 de setembro de 2025, foi marcada por choque, tristeza e pesar em Itanhém. A notícia da morte de Roberto Rodrigues Moura, de 41 anos, mais conhecido como “Paulistinha Pedreiro”, abalou amigos, familiares e toda a comunidade local. A tragédia ocorreu por volta das 15h, no trecho da BA-290 entre Medeiros Neto e Itanhém, nas proximidades do povoado Santa Luzia do Norte (Patioba), quando um pneu traseiro direito se desprendeu do Renault Duster que ele conduzia. O carro saiu da pista e despencou por uma ribanceira.
Paulistinha trabalhava como pedreiro e era muito conhecido na cidade; era também presença frequente nas rodas de amizade, nos “babas” de quinta-feira no EstádioTeixeirão, nos encontros e conversas com amigos. Jovem simples, trabalhador e amigo, fazia parte da rotina e do convívio que unem a comunidade.

A dor pela perda ficou ainda mais evidente nas manifestações no grupo de WhatsApp Bola Quinta, formado pelos participantes dos “babas” de quinta-feira no Teixeirão e organizado pelos amigos Achiles Ribeiro e Léo Jabá.
No grupo todos se manifestaram em choque com a notícia. Eugênio resumiu o sentimento geral : “Meu Deus…”. Tiaguinho pediu forças a Deus para confortar a família e lembrou: “A gente só reconhece as pessoas como boas depois que acontece isso. Oportunidade de elogiar e falar bem de alguém é enquanto tem vida, porque depois que morre não vai valer de nada”. Jack lamentou a perda dentro e fora de campo: “Triste. Perdemos um amigo do futebol, que era nosso amigo dos gramados. Descanse em paz”. Já Webert Silveira, emocionado, escreveu: “Poxa cara, fiquei triste com a notícia aqui agora”.

O time de futebol Monte Santo F.C., no qual Paulistinha jogava os “babas”, divulgou nota de pesar lamentando o ocorrido.

O corpo de Roberto Rodrigues Moura foi removido ao Departamento de Polícia Técnica de Teixeira de Freitas, enquanto a Polícia Civil de Itanhém investiga as causas do acidente. O pneu que se desprendeu do veículo ainda não havia sido localizado até o fechamento desta reportagem.
Mais do que uma fatalidade, a perda de Paulistinha representa a ausência de um amigo, de um trabalhador e de um companheiro que marcou a vida de muitos. Sua memória seguirá viva nos “babas” de quinta-feira, nas risadas compartilhadas e no coração daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele.























































