Um vídeo de uma audiência de custódia realizada em maio no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) se tornou alvo de críticas após ser divulgado nas redes sociais pela capitã da Polícia Militar, Waleska Faria, na última segunda-feira (8). As imagens mostram a juíza Mônica Miranda, da comarca de Inhumas, interagindo de maneira informal com o investigado Kaique Carlos Ribeiro, que respondia por porte ilegal de arma de fogo.
Durante a sessão, a magistrada reconheceu o jovem e tratou o caso com descontração. Ao se dirigir a ele, que já tinha passado por audiência anterior, a juíza brincou: “Você aqui de novo?”. E continuou: “Estou vendo aqui, Kaique. Você de novo? Ê, menino! Se você fosse meu filho… Me ajuda a te ajudar”.
De acordo com a capitã Waleska Faria, que compartilhou a gravação, o investigado possui duas passagens criminais por homicídio e uma por tráfico de drogas. A policial militar também afirmou que, mesmo com esse histórico, o jovem foi colocado em liberdade, sem a imposição do uso de tornozeleira eletrônica.

A publicação atraiu centenas de comentários críticos de internautas. Uma usuária, que se identificou como advogada criminalista, escreveu: “Que absurdo. Até eu como advogada criminalista fico chocada”. Outro comentário apontou: “Isso não é audiência de custódia, está parecendo uma conversa informal entre amigos. Lamentável. A sociedade que paga impostos fica à mercê desses indivíduos”.

Em outro trecho do vídeo, a juíza fez referência ao advogado de defesa do suspeito, dizendo de forma brincalhona: “Me ajuda a ajudar o doutor, coitado. Ele nem consegue dormir mais”.























































