Nos últimos dias, um episódio envolvendo uma licitação da Prefeitura de Itanhém ganhou repercussão nas redes sociais, especialmente em grupos de WhatsApp, e serve como alerta sobre os perigos da desinformação. Uma imagem que trazia informações oficiais sobre o processo foi deturpada por alguns internautas que, de maneira precipitada – e em certos casos mal-intencionada –, distorceram completamente a realidade.

Na crítica amplamente compartilhada, um cidadão afirmava, ou sugeria maldosamente, que o valor de R$ 25.200,00, que constava no print da relação de licitações, seria repassado mensalmente à Loja Maçônica Padre Roma. O julgamento, feito sem a devida apuração, induziu muitos ao erro e gerou comentários carregados de ataques e insinuações.

A verdade, no entanto, é bem diferente. O montante citado na imagem correspondia ao valor anual de um contrato, e não mensal, como foi espalhado. Trata-se de um processo licitatório realizado pela Prefeitura de Itanhém para a locação de um imóvel pertencente à Maçonaria, que na gestão anterior e no início da atual abrigou a Secretaria de Saúde e que, em breve, passará a atender outras áreas da administração municipal. No prédio funcionarão:
- Setor administrativo da Secretaria de Agricultura (que inclui o Incra, o Departamento de Meio Ambiente e outros);
- Secretaria de Turismo;
- Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
O valor do aluguel, portanto, é de R$ 2.100,00 por mês, totalizando os R$ 25.200,00 no período de doze meses.

Infelizmente, críticas como essa e opiniões distorcidas não são novidade. Elas partem, em grande parte, de quem ignora os fatos reais e consequentemente prejudica a boa informação da comunidade.
O episódio deixa claro como a combinação entre má-fé e ignorância pode transformar um dado simples em uma arma de desinformação. Em tempos de redes sociais, onde a velocidade da divulgação muitas vezes supera a verificação dos fatos, é cada vez mais urgente que a sociedade aprenda a checar informações antes de repassá-las.
Quando se trata de política, essa responsabilidade deve ser ainda maior, já que paixões partidárias frequentemente obscurecem a racionalidade. Defender um grupo político não pode significar distorcer a realidade; caso contrário, a principal vítima será sempre a verdade – e, por consequência, a própria comunidade que depende dela para formar opiniões justas e conscientes.























































