A tão aguardada entrevista do agora ex-diretor do Hospital Municipal Maria Moreira Lisboa, André Correia, foi ao ar nesta segunda-feira (04), na Rádio Master, e, ao contrário do que muitos esperavam — especialmente os mais entusiasmados opositores do governo —, passou longe de ser uma “bomba”. A entrevista aconteceu após uma série de postagens feitas por André em suas redes sociais, nas quais já demonstrava seu descontentamento com a gestão municipal.
Em tom respeitoso, ainda que visivelmente magoado, André limitou-se a expressar sua insatisfação com a falta de apoio que enfrentou no cargo, sobretudo por parte do prefeito Bemtivi, que segundo ele, não o ouvia ou não dava importância às suas queixas.

Ao contrário do que se poderia esperar, desde o início da entrevista André fez questão de frisar que não estava ali para promover “barracos” ou alimentar escândalos. Preferiu adotar um discurso contido, ainda que crítico, e focou em relatar o sentimento de abandono e perseguição sofrida por parte de pessoas próximas ao gestor municipal.
O ex-diretor relatou ter se sentido perseguido por figuras influentes no entorno do prefeito, um problema sério que, embora não seja novidade nos bastidores da política, exige uma resposta firme do prefeito para evitar que esse tipo de situação abale a estabilidade do governo. Apesar disso, André fez questão de manter o nível da conversa e chegou, inclusive, a tecer elogios ao atual prefeito, especialmente quando o comparou ao ex-prefeito Mildson Medeiros.

A entrevista também requentou polêmicas já amplamente debatidos nas redes sociais desde o início do ano como funções de parentes do prefeito em sua gestão — sem, no entanto, acrescentar elementos realmente novos ou comprometedores. O ápice da conversa foi a citação da existência de uma suposta pessoa instalada na sala ao lado do prefeito, que teria grande influência nas decisões do governo. Uma fala que tem despertado teorias das mais diversas nas redes sociais após a entrevista, mas que a princípio não representa uma ameaça concreta à gestão. A conferir.
Na prática, o que se viu foi um desabafo pessoal de quem parece ter deixado o cargo mais por uma frustração pessoal, ainda que justificável, do que por qualquer escândalo iminente. O foguetório promovido por opositores do governo durante a tarde gerou mais estardalhaço do que o conteúdo da própria entrevista.A tal “bomba” que muitos anunciaram com entusiasmo nas redes sociais acabou sendo apenas mais um capítulo alimentado por quem gosta de ver o circo pegar fogo. Dessa vez, ela não estourou.






















































