O coreógrafo Erivelton Medeiros é um daqueles itanheenses que fazem coisas que, a princípio, parecem estranhas aos olhos de alguns, mas que na verdade surpreendem pela sua originalidade. Eri, como é conhecido, pratica algo inusitado e, portanto, pouco conhecido pela maioria das pessoas: o sereismo. Essa expressão cultural e estilo de vida, embora pouco conhecido, tem conquistado cada vez mais adeptos no Brasil, especialmente após a novela “A Força do Querer” (2017), que trouxe o movimento à tona através da personagem Ritinha, interpretada por Ísis Valverde.


O sereismo pode ser considerado uma forma de expressão artística, espiritual e até filosófica. Envolve a conexão com o universo marinho e a adoção de elementos simbólicos ligados às sereias, como caudas e acessórios temáticos, além de valores associados à liberdade e harmonia com a natureza. Embora inicialmente associado a mulheres, o movimento tem atraído homens como Eri, que se identifica como sereio, mostrando que a busca por autenticidade e expressão pessoal vai além de estereótipos de gênero.
Praticantes do sereismo geralmente costumam se apresentar em boates, festas temáticas e até mesmo barzinhos. Mas obviamente às festas à beira da piscina são as mais interessantes para essa atividade.
Como coreógrafo, Eri já está acostumado a explorar a arte em suas aulas de dança diariamente na Casa da Cultura, utilizando o corpo como veículo de comunicação. O sereismo ele costuma praticar de forma solitária sempre nos finais de tarde na piscina da AABB, principalmente quando não há muita gente. Ou quando viaja para alguma praia do litoral.
Ainda assim, sem plateia, o tímido sereio itanheense contribui para fazer do sereismo um fenômeno cultural que ultrapassa fronteiras e desafia normas sociais quebrando preconceitos e ampliando nosso entendimento sobre a diversidade de formas de expressão artística e pessoal.






















































